Campo de Aviação
História do Campo de Aviação em Pirapetinga MG na Fazenda da Cachoeira
Na década de 40, foi a era dos movimentos pró construção de campos de aviação e aeroclubes em todo país, composto de pequenos aviões, cedidos pelo Governo Federal ou empresas conveniadas no projeto, com o intuito de preparação e formação de pilotos para aviação civil.
A maior contribuição para esse projeto veio a partir do grande brasileiro ASSIS CHATEUBRIAND, nordestino, jornalista, político influente, de caráter forte e audaz, dono de um império jornalístico sem precedentes para a época. Os Diários Associados que compunha inúmeras rádios AM e jornais de pequeno e grande porte em todo o território nacional; além de ser o precursor da primeira transmissão de TV no Brasil, onde teve um fato marcante que após serem instaladas as torres de transmissão, tiveram que ir urgente ao USA comprar seis televisores pois não tinham como receber sinais que iriam transmitir. Apoiou diretamente em nossa região os aeroclubes de Leopoldina, Além Paraíba, Miracema, entre outros que foram sendo construídos e mantidos. Fornecendo aviões para treinamento tipo cesna com dois lugares, peças de reposição e combustíveis.

Em Leopoldina o aeroclube e a escola de formação de pilotos prosperaram, (ficava em frente onde hoje é a atual rodoviária, terminando no trevo da BR 116, chegada da cidade), ficou famosa, chegando a ter linha de Táxi Aéreo para as principais capitais do País. Ressaltamos uma pessoa muito querida e instrutor de vôo profissional, Sr. Souza Lima de Cataguases, e como alunos os Srs. Adauto Ruback, Sérgio França, entre outros que ali conseguiram o tão almejado brevê (documento que autoriza o piloto a voar).
Nesta onda de prosperidade e incentivos, Pirapetinga, teve também seu campo de aviação, graças ao dinamismo do fazendeiro, político, visionário e grande comerciante de gado leiteiro e de corte Sr. Otto Ruback, dono da Fazenda da Cachoeira, distante de Pirapetinga 17 Km. O campo foi construído as margens do Rio Paraíba do Sul, na região denominada Campina, devidamente registrado no D.A.C. (Departamento de Aviação Civil) e nos mapas utilizados para aviação. O campo serviu por muito tempo para pouso e decolagem de aviões tipo teço-teco entre outros, inclusive alguns pilotados pelo seu filho Adauto Ruback e seu cunhado Lourival Ferreira Lima.
Sua inauguração se deu em 05 de Maio de 1946, em pleno pós guerra, com a presença maciça da imprensa local, regional e federal com encartes nos principais folhetins e revistas. Uma festa que oito bois para churrasco e bebida a vontade. Com presença do clero, representado pelo Pe. Miranda, pároco de nossa cidade, na época, que abençoou o campo e rezou uma missa campal, junto de políticos, pilotos e outras autoridades, além de populares que nunca tinham se deparado com aviões. No ato da inauguração contaram com vários aviões que a preços populares para a época pudera saciar a curiosidade e o desejo dos presentes, de dar uma volta em torno do campo. Pessoas simples que achavam que voar era coisa para pássaros. Fato que marcou a população local que até hoje os mais velhos atestam sobre essa façanha. Mais tarde, com a abertura de grandes aeroportos, os pequenos foram se fechando e o incentivo do Governo Federal também cessou. Culminando assim com o fechamento da maioria dos aeroclubes.
Mas nem tudo foram flores, na construção do campo de aviação; o seu opositor e principal político do Município e região, denunciou aos órgãos federais, para impedir a construção do referido campo, alegando que seu proprietário sendo de descendência alemã, como seu próprio nome atesta, pertencia à 5ª coluna nazista, tanto ele quanto sua família foram investigados, perseguidos, só resolvendo tal situação através da influência política que o Sr. Otto Ruback mantinha na esfera estadual e federal.
Se não bastasse, o Sr. Otto Ruback, juntamente com mais dois sócios, um piloto profissional Sr. Elias, e um empresário da região, Sr. Peres, se uniram e adquiriram um avião modelo STIMSSOM, com capacidade de 4 lugares, que era utilizado para Táxi Aéreo. O negócio só não foi a frente devido a um trágico acidente ocorrido na serra dos Órgãos, onde vieram a falecer seus dois ocupantes, o piloto Elias e seu sócio Peres, a caminho do Rio de Janeiro, para fretamento. Encontrado seus destroços cinco anos mais tarde na serra de Petrópolis. Com esse baque financeiro e profissional, foi o fim de um negócio que poderia ter sido promissor.
Hoje em dia o campo encontra-se desativado, sua área atualmente pertence ao herdeiros J. Ovídio e Jader Ruback que muito utilizam suas terras para plantação de arroz e atualmente concentram-se em criação de gado no referido local. Por: Gilza Baptista e Adauto L. Ruback Jr.
Ficamos emocionados com a reportagem,e gostariamos que esta história fosse mais divulgada pela família, parabens, aproveito para solicitar uma cópia da foto do vovô e da Nadeje no aviao, pois a mesma é histórica.
abraços.
Olá Helber,
Obrigado pela sua participação! Os créditos desta matéria ainda não foram divulgados mas são da equipe de alunos e professores da Escola Coronel Ribeiro dos Reis que há alguns anos pesquisaram e reuniram um excelente material que na ocasião transformou-se em duas revistas e agora está neste site… No momento oportuno os nomes das pessoas envolvidas serão divulgados merecidamente aqui, por enquanto este site ainda está em construção.
Fique à vontade para salvar a foto!
Abraços!
Nasci numa localidade de nome mexirica pertencente a fazenda do Otto Ruback na década de 50, nessa época meu pai cuidava de lavoura de café ameia com Otto Ruback.Eles eram muito amigos assim como os filhos de Otto, Jader, Fritz,Adalto, meu pai era vizinho de Jõao Algemiro e dona Eugenea que eram dono de um pequeno sitio aquem considerava como nossa segunda mae. O comercio mais proximo que tinha era a venda do Tião Pereira ou atravessando o rio paraiba no pequeno barco para fazer compra na venda do Cide em ganta galo.Meu pai era conhecido como zé Gregorio.
Olá José, Obrigado por sua participação. Tenho a intenção de futuramente colocar aqui fotos de diversas localidades de Pirapetinga, como as que você cita no seu comentário. Volte a visitar o site frequentemente e quem sabe terá boas surpresas e recordações? Abraços!
Gostaria de saber se por volta de 1940 existia um cartório na praça de sant’anna? se o mesmo mudou de lugar. Onde se encontra no momento? Não sei se o(s) senhor(es) tem como me responder estas perguntas, mas foi o único lugar que encontrei e que suponho que seja mais provavél de encontrar uma resposta, pois pesquisei na web durante horas e não encontrei nenhum registro. Preciso muito encontrar algum contato deste. Sei que o mesmo existiu, pois minha tia foi registrada lá, só que não sei se o nome da praça era este mesmo em abril de 1949, que foi o mês e o ano que minha tia foi registrada.
Muito obrigada!
obs.: Peço desculpas pela pergunta que não tem nenhuma semelhança com o artigo acima, porém, foi a única opção que encontrei de falar com alguém que saiba um pouco da história do local, e que, por isso, creio que tenha mais chances de saber algo sobre.
Estava buscando conhecer a história de minha família e achei esta página através do google. Gostei muito da reportagem e me recordo dos nome citados acima, pelo meu vô Lair Villela Ruback e pelo meu pai José, ambos de Pirapitinha.
Parabéns pela repotagem.
GOSTARIA DE SABER SE ALGUEM PODE ME AJUDAR,ESTOU QUERENDO TER A MINHA DULPA NACIONALIDADE,E POR ISSO PRECISO DA AJUDA DE ALGUEM SOBRE DETALHES DE MEU BISAVÔ FREDERICO RUBACK JR.POR FAVOR QUALQUER INFORMAÇAO JA SERA UTIL,MEU EMAIL: juruback@bol.com.br
ABRAÇOS
Já havia ouvido falar nessa história o Sr. Perez que ia pro Rio deixou familiares em Leopoldina, e seu irmão tb morreu de acidente aéreo em Tebas distrito, aos 30 anos de idade. Att, Muito Boa a Matéria
Yasmim,
Respondendo a sua pergunta, sim existia um cartório na Praça de Sant´anna e era do meu avô. Mais conhecido como Amaral ou batatinha.
O Cartório ficava na esquina de uma rua, que nunca soube o nome, virado justamente para a praça e o restante, nessa rua que não sei o nome era a casa. Para você se localizar melhor, hoje é uma loja de sapato, roupa e um supermecado. Acho que o cartório que você está procurando, fica na Rua do Comércio.
Espero ter te ajudado e Boa Sorte na sua procura !!!!!
Cláudia
08/03/2011
Vovôo adauutoo s2s2
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